Após uma maratona de festas, hoje, dia 1/1/11, você deve estar trançando inúmeros planos para esse ano que está tendo início e creio que dentre esses planos está o início ou reinício da prática de uma atividade física, creio que deve estar pensando em se matriculados em uma academia na segunda feira, etc. Para evitar esse entra e sai de uma academia, primeiramente procurem uma atividade física que lhe seja agradável, isso vale para tudo, musculação, boxe, natação, dança, atividades circenses, etc. Não se predam somente no esquema musculação/jump, pois nem todos suportam a rotina, chega um momento em que se você não gosta de determinada atividade irá se cansar e abandonar a academia sem explorar a diversidade de atividades que o espaço oferece. Procurem uma atividade física que lhes agradem, procure adequar sua agenda diária, 40 minutos de atividade física por 3 por semana já está bom. Costumo dizer para meus alunos que se o dia está complicado, com muito trabalho, separadas 20, 25 minutos e passa na academia para correr na esteira, creio que esses minutos não irão compromenter sua agenda de trabalho. Quanto ao que vestir, não é necessário muito luxo, camiseta e bermuda, ambos devem ser feitos de um tecido leve e que te faça seu sentir a vontade. Quanto ao tênis, não precisa ser novo, desde que não esteja rasgado ou furado, quanto mais usado melhor, pois está adaptado ao seu pé, ao seu tipo de pisada, assim o risco de você se lesionar durante a prática da sua atividade física preferida é bem menor. Feliz 2011 carregado de muita endorfina.
Vc tb procura se superar no dia a dia???
Ao abrir o jornal de manhã, me deparei com essa entrevista com o nadador Cesar Cielo. Foi uma bela leitura para me ajudar a começar a semana. Espero que curtam como eu curti. Abraço a todos.
Otimista com sua participação no Mundial de Piscina Curta, Cesar Cielo fala sobre Olimpíadas, patrocínio, investimentosa, etc.
Cesar Cielo nem parece ter apenas 23 anos. Disciplinado, aplicado e responsável, pensa duas vezes antes de fazer qualquer coisa que possa prejudicar sua carreira de nadador. Também pudera, foi com esse estilo de bom moço – perfil sonhado por muitas mães – que conquistou, entre outras coisas, medalhas de ouro e bronze na Olimpíada de Pequim, em 2008, além dos recordes e dos campeonatos mundiais nos 50 e 100 metros livre. “Não existe mágica para o sucesso. É preciso trabalhar duro todos os dias”, afirma o atleta, que treina seis horas diárias, seis vezes por semana.
Embora ainda sinta falta dos trajes especiais, que o ajudaram a conquistar seus recordes – proibidos depois pela Federação Internacional de Natação por contribuírem na redução dos tempos –, Cielo treina duro atualmente, em São Paulo, na Reebok do Itaim, para o Mundial de Piscina Curta (25m), que acontecerá em dezembro, nos Emirados Árabes. “Como baixei bem os meus tempos em provas de piscina curta no Troféu Maria Lenk, no Rio, achei que poderia agora unificar meus títulos em piscinas de 25 e 50 metros”, conta o nadador do Flamengo.
Na composição do sucesso de Cielo existe um elemento que faz falta na vida de diversos atletas: a família. Nascido em Santa Bárbara d’Oeste, interior de São Paulo, ele faz questão de ir para a casa dos pais pelo menos duas vezes por mês para diminuir a sensação de solidão provocada pelos exaustivos treinos. Aliás, até a resistência em arrumar uma namorada para não tirar o foco da carreira ele começa a reconsiderar. “Se tiver alguém que compreenda que a minha prioridade ainda é o esporte, por que não tentar?” A seguir, os principais trechos da entrevista.
Como andam os preparativos para o Mundial de Piscina Curta?
Essa seletiva para o mundial aconteceu muito tarde, quase no final de setembro, e acabou deixando apenas nove semanas de trabalho, o que é muito pouco. Mesmo assim, calculei os dias que eu teria para treinar e enxerguei a possibilidade de nadar bem no mundial. Resolvi pagar o preço ao invés de ficar aqui só imaginado os resultados que eu teria. O meu objetivo este ano é unificar os recordes sul-americanos nas duas piscinas (25m e 50m). E atingir a melhor marca de todos os tempos nos 100 metros livres, sem os trajes especiais.
Após a Copa do Mundo, disputada no Rio, você tirou três semanas de férias. Conseguiu descansar?
Durante esse tempo só fiquei longe da piscina. Não dá para parar totalmente. Corri, malhei…Se eu voltasse a treinar meio gordinho ou fora de forma, não conseguiria estar bem para o mundial em dezembro.
Já se readaptou a competir sem os trajes especiais que ajudaram na conquista dos recordes?
Não é fácil. Com o maiô era uma surpresa atrás da outra. Você até espera bater o recorde mundial por um ou dois décimos, mas quando chega e vê que superou a marca em meio segundo…É muita coisa. Numa competição de oito dias, usando o traje, é possível nadar melhor mesmo com o cansaço natural. Essa recuperação pós prova está pesando um pouco mais porque não tem a compressão da roupa.
Não fica cansado na busca diária da superação?
Essa é a minha grande motivação. Isso é o que me faz sair de casa todos os dias para treinar. É a minha adrenalina. Eu vou treinar para atingir a melhor forma física e ganhar de todo mundo. Preciso usar o meu tempo para me dedicar ao máximo, só assim consigo me manter no esporte.
Mudou muito a sua vida com a sua transferência do Pinheiros para o Flamengo?
Quase nada. Eu treinei alguns dias no Rio entre o Troféu José Finkel e a Copa do Mundo, mas São Paulo ainda é a minha base. Eu mudei de clube, no entanto, o meu staff se mantém. Embora trabalhe em outra equipe, o Albertinho (Alberto Silva) continua sendo meu orientador de piscina. E o treino de musculação recebo do meu técnico dos EUA. Não existe uma obrigatoriedade para que eu treine dentro do Flamengo, mesmo porque a piscina está para entrar em reforma.
Quer voltar a treinar nos EUA?
É preciso medir os prós e os contras, mas não descarto a possibilidade de voltar a treinar nos EUA. No Brasil, o conhecimento teórico do esporte é igual ou melhor ao que existe no exterior. Porém, aqui falta estrutura e um bom calendário de competições. Lá também o convívio social é mais tranquilo, pois saio e faço o que eu quiser a qualquer hora.
O assédio incomoda?
Sempre saio de casa de bom humor. Se alguém vier me pedir alguma coisa, não vou fazer cara feia. Sei que é uma atitude errada pode trazer consequências para o resto da vida. Nem por isso deixo de ir ao cinema ou jantar fora. Nesse ponto eu tenho o Gustavo Borges como modelo. Faço de tudo para deixar a melhor imagem possível.
Sua família contribui para seu equilíbrio como atleta?
Eles sempre foram muito presentes. E continuam acompanhando as minhas competições. Além desse apoio psicológico, pelo fato do meu pai ser médico e minha mãe professora de educação física, acabei aprendendo muito sobre treino, nutrição e saúde. Felizmente eu tenho a noção exata do que preciso fazer dentro e fora d’água.
Quais são suas projeções para as Olimpíadas de 2012 e 2016?
A partir de janeiro teremos apenas um ano e meio até as Olimpíadas de Londres. Será o período mais importante da minha carreira. E a expectativa é enorme, pois entre 24 e 26 anos o velocista costuma viver sua melhor fase na natação. Espero que isso se transforme em medalhas para o Brasil. Sobre o Rio em 2016, é complicado fazer qualquer projeção agora. Falta muito tempo.
Seus patrocínios lhe garantem tranquilidade no futuro?
Acho que estou fora da comunidade aquática em relação a isso. Acredito que só o Gustavo e o Xuxa tiveram o mesmo padrão de negociação. A maioria dos patrocínios da natação está entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil. Falta apoio. O marketing no Brasil poderia trabalhar melhor a imagem do atleta para poder vender mais e melhor. Para ganhar patrocínio é preciso ter resultado atrás de resultado. Mas nem isso está sendo suficiente.
Isso o preocupa em relação às Olimpíadas de 2016 no Rio?
Espero que as Olimpíadas do Rio se transformem na alavanca do esporte no Brasil. Gostaria que ocorresse aqui a mesma coisa que aconteceu na Austrália, depois dos Jogos de Sydney, onde surgiram piscinas de 50 metros a cada esquina. Além do time australiano de natação ter conquistado dinheiro e bons resultados.
Já pensou no que vai fazer depois da sua aposentadoria?
O curso de comércio exterior que fiz nos EUA me deu respaldo para gerenciar o que estou ganhando agora. Imagino um cenário tranquilo pós-natação. Atualmente sou sócio em um restaurante em São Paulo e gostaria de abrir uma empresa de gerenciamento esportivo com a minha mãe. Espero passar para as próximas gerações todo o conhecimento que acumulei desde os nove anos.
Como é hoje sua relação com Santa Bárbara?
É muito próxima. Quase todos os finais de semana estou por lá. O meu orgulho é saber que Santa Bárbara passou a ser chamada de Cidade do Nadador.
Gosta de participar e investir nas mídias sociais?
Eu tenho Twitter, mas só escrevo quando o que tenho a dizer pode levar alguém pensar. Se for para falar que acabei de escovar os dentes, prefiro não fazer nada.
Ainda acha que relacionamento afetivo atrapalha a vida do atleta?
Começo a reconsiderar essa ideia. A minha vida está muito solitária. A prioridade continua sendo o esporte. Não procuro, mas estou aberto a possibilidades.
GILBERTO DE ALMEIDA – Jornal O Estado de São Paulo
Vai uma endorfina aí?
Vejam como nosso organismo é sensacional, possuimos até uma produção interna de analgésicos. Isso mesmo, analgésicos. Eu, particularmente sou um grande viciado nesse analgésico de produção interna chamado ENDORFINA. Há vários tipos de endorfina, sendo a beta-endorfina a mais eficiente pois é a qual dá o efeito mais eufórico ao cérebro. A endorfina é produzida em resposta à atividade física, visando relaxar e dar prazer, despertando uma sensação de euforia ie bem-estar. Efeitos principais das endorfinas: Melhoram a memória; Melhoram o estado de espírito ( bom humor); Aumentam a resistência; Aumentam a disposição física e mental Melhoram o nosso sistema imunológico; Bloqueiam as lesões dos vasos sanguíneos; Têm efeito anti envelhecimento, pois removem superóxidos ( radicais livres); Aliviam as dores (eu sou prova disso, em alguns momentos já realizei meu treino de corrida com uma dor de cabeça daquelas e no decorrer do treino a dor sumiu, não precisei gastar dinheiro com remédio). Bom, é isso, espero que sempre praticam atividade fisica, pois esse é somente um dos benefícios que a prática de exercícios pode lhe proporcionar. Abraço a todos.
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Se vire, adapte, saiba ouvir e ver, mas faça com que seus alunos tenham prazer em realizar algum tipo de atividade física
Ter habilidade e gostar de trabalhar com o público. São esses pontos que considero cruciais para um bom (digo bom, porque é o status mínimo que um profissional de educação física deve ser alcançar). Atualmente atuo em três academias diferentes, fora as aulas individualizadas, convivendo com os mais diversos tipos de profissionais que se dizem professores e outros que realmente são.
Para minha decepção conheço professores que estão insatisfeitos com sua profissão e acabam por descontar essa insatisfação nos alunos. Professores que só estão preocupados com o que passa na TV da academia, que somente são simpáticos e dão a devida a atenção para aqueles alunos considerados amigos e paraaquela menina bonita com o corpo sarado (uma vez um professor me interrompeu dizendo que iria dar uma atenção especial para uma aluna só pelo fato dela ser bonita) conversam e auxiliam somente aos seus amigos e pasmem, conheço até uma professora que se quer cumprimenta os alunos com um simples bom dia. Poxa, se não esta satisfeito, se não tem paciência para ensinar, se o objetivo é o retorno financeiro imediato sai fora e procura outra profissão. Faça um favor aos seus alunos, aos colegas de trabalho e maiormente a si mesmo.
Ao meu ver, quando estamos em uma sala de musculação, estamos com um grupo em mãos, que geralmente permanece na sala por um período médio de 1 hora, estamos ali para dar aula para todos, para a magrinha(o), gordinha(o), tímido, aquele ou aquela que fala muito, aquela mulher sarada e o dito cara “bombado”. Sem qualquer tipo de preconceito. O professor deve saber que esta ali para ensinar, nada pessoal, apenas aulas. Todos devem e tem direito de receber a mesma atenção e é obrigação do verdadeiro profissional da educação física fazer isso, promover sempre a inclusão, jamais a exclusão.
Se vire, adapte, saiba ouvir e ver, mas faça com que seus alunos tenham prazer em realizar algum tipo de atividade física.
Eu continuo com muitas aulas, o dia todo indo de um lado para o outro, faço o possível para manter o mesmo nível das minhas aulas, das 6 da manhãs 22 horas. Fiquei afastado do blog justamente por essa causa, mas agora já organizei meu dia a dia.
Abraço a todos !!!
MAIS UMA MATÉRIA PARA OS CONSUMIDORES DE SUPLEMENTOS
Aparentemente inofensivos, fórmulas podem conter substâncias danosas à saúde dos atletas

Vendidos com o objetivo de complementar a dieta, os suplementos alimentares podem oferecer um risco oculto aos praticantes de esporte. Quem faz o alerta é o educador físico Jocelito Martins, oficial de controle antidoping da Agência Mundial Antidoping (Wada). Segundo ele, ao consumir o suplemento, o atleta pode ingerir, sem saber, substâncias como sibutramina (utilizada para emagrecimento), furosemida (que tem efeito diurético) e hormônios anabolizantes. O uso desses aditivos não é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), porém, eles estão presentes em pelo menos um terço dos suplementos importados e entre 25% e 50% dos nacionais.
Os suplementos são encontrados sem dificuldade pelos atletas: na internet, em lojas especializadas, nas academias e inclusive em supermercados. O problema, segundo Martins, é que o rótulo não avisa sobre as outras substâncias contidas na fórmula. “Em alguns casos, ocorre a contaminação intencional para que tenha o efeito desejado. Os atletas precisam ficar atentos porque isso nunca está descrito no rótulo. No Brasil, a Anvisa regula, mas só age sob denúncia”, diz Martins.
A recomendação do especialista é que os atletas fiquem atentos à procedência dos suplementos. Além disso, é preciso desconfiar da composição declarada em rótulos e bulas e de preparações farmacêuticas manipuladas para esse objetivo.
Efeitos para a saúde – O uso consciente ou inconsciente de substâncias como hormônios, sibutramina e anfetaminas é desaconselhado pelos médicos por conta de seus efeitos prejudiciais à saúde.
Em geral, a ânsia por resultados rápidos de ganho de massa muscular e a necessidade de superar os próprios limites, aumentando o próprio desempenho, fazem com que os esportistas não pensem nos resultados a longo prazo. “O excesso de hormônio como a testosterona, por exemplo, pode diminuir a capacidade de ereção, causar espinhas, provocar crescimento de pelos pelo corpo – fatos que podem trazer reflexos para o resto da vida”, diz o endocrinologista José Egídio Oliveira.
Helena Schimidt, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, chama a atenção para o uso do hormônio do crescimento, mais utilizado por pessoas de alto poder aquisitivo, por conta do alto preço. “Esse hormônio aumenta a massa muscular e a força – exatamente o que as pessoas buscam quando fazem musculação. As pessoas que usam esse medicamento podem desenvolver a acromegalia, doença existente em pessoas que secretam o hormônio do crescimento excessivamente”, avisa. Nesse caso, as mãos, os pés, o queixo e a testa crescem de uma forma anormal. Além disso, aumentam as chances de doenças cardiovasculares – problema comum em quem utiliza outros tipos de aditivos, como a sibutramina.
“Primeiro é importante perguntar ao médico se o suplemento serve. Não existe remédio mágico que transforma um indivíduo normal em um atleta de um dia para o outro. O endocrinologista poderá servir como orientador”, diz Egídio.
Necessidade – Os especialistas ponderam, no entanto, que nem sempre os suplementos alimentares são os vilões. A nutricionista Ana Paula Fayh explica que eles podem ser necessários em dois casos: quando houver uma alimentação desequilibrada ou para atletas que precisam de um alto consumo de calorias diárias. Ela acrescenta ainda que todo atleta necessita de um repositor hidroeletrolitico, as conhecidas bebidas do esporte.
Katiuce Borges, que também é nutricionista, lembra que o consumo de alimentos antioxidantes são necessários para que os atletas combatam o stress oxidativo, que é o desequilíbrio entre a produção de radicais livres e as defesas do organismo, capaz de causar o envelhecimento precoce, aparecimento de patologias e diminuição da performance. Ela explica que alimentos ricos em vitamina A, C, E, flavonoides e minerais como zinco, selênio podem combater esse problema. “Se o atleta não tem uma alimentação regrada, ele vai precisar de suplementos vitamínicos”, diz.
“Não tem receita de bolo, um atleta que deseja melhorar precisa consultar um nutricionista para definir – e seguir – a dieta ideal”, sugere Ana Paula Fayh.
CARTA AO JOVEM EDUCADOR FÍSICO
Prezados leitores, acabei de ler essa matéria escrita pela jornalista Francine Lima, no portal da revista época e decidi reproduzir na íntegra. Boa leitura a todos. Segue o link da matéria original.
Por que não se fazem mais mestres como antigamente?
Confesso que ando um tanto nostálgica. Folheando o cardápio das novidades do fitness, sinto falta de um tipo de serviço que não encontro mais nesta cidade. Cadê aquele professor que cuidava dos alunos, como se fosse seu rebanho, para que fizessem a coisa certa do jeito certo e na medida certa?
Conheci uma figura rara dessas na minha cidade natal, no interior de São Paulo, no século passado. O Zé. Mesmo naquela época ele já era uma raridade ali. Era professor de ginástica havia anos, e durante anos trabalhou do mesmo jeito, no mesmo lugar. Ele já era um coroa, comparado com qualquer professor de academia grande. Um coroa enxuto, sarado, bronzeado… e ranzinza. Seu método era antigo e não tinha nada que estivesse na moda. Até as músicas que ele tocava nas aulas eram sempre as mesmas (ainda em discos de vinil). Mas ele tinha clientes fieis.
Em vez de uma academia como as que conhecemos hoje, o Zé tinha um galpão. Ou melhor, alugava um galpão, que era nada mais que uma sala grande com piso de tábua de madeira envernizada, com uma barra daquelas de balé e uma parede forrada com espelho, além de um banheiro masculino e outro feminino e um banco de madeira. De equipamentos, não tinha quase nada. Eram apenas duas bicicletas estacionárias antigas, manuais (não movidas a eletricidade), que alguns alunos usavam quando estavam com algum impedimento para correr. O normal era aquecer o corpo antes da aula correndo em círculos dentro do galpão.
Os materiais de aula eram os mais tradicionais: alteres de ferro (sem revestimento emborrachado), bastões de madeira, barras de ferro, colchonetes e caneleiras (que, aliás, eram as alunas que tinham de limpar no fim da aula, com Perfex e álcool).
A academia do Zé era o Zé. Não só porque levava o nome dele, mas porque ele era a única pessoa ali mesmo. Ele fazia tudo. Até a faxina. O suor que os alunos derramavam no piso de madeira era enxugado pelo próprio Zé ao final de cada aula, com um pano de chão. Para facilitar e economizar, ele morava na edícula nos fundos do galpão.
Sua academia resumia-se a sua aula. Eram cinco ou seis aulas por dia, metade de manhã e metade no fim do dia, sempre lotadas, de segunda a sexta. As turmas eram sempre as mesmas em cada horário. A primeira, às 6h30 da manhã, era frequentada por mulheres acima dos 35 anos que entravam cedo no trabalho. Mais à noite, o público era menos feminino.
Os alunos mais assíduos gostavam de malhar todos os dias. Em se tratando das aulas do Zé, isso fazia muito sentido e não tinha nada de exagero. Às segundas, quartas e sextas, o Zé dava uma aula puxada de condicionamento físico, que trabalhava todos os grupos musculares equilibradamente. Todo mundo saía ensopado, cansado e satisfeito. Às terças e quintas, a aula era mais suave, com bastante alongamento e alguns exercícios na barra de balé.
Eu já disse que o Zé era ranzinza? Ele não estava ali para agradar ninguém. Não fazia questão nenhuma de ser simpático. Ele estava focado em fazer aquela gente se exercitar para ter saúde e um corpão bonito – ou pelo menos magro. Era seguro do seu conhecimento e simplesmente se impunha. Não hesitava em puxar a orelha de quem estivesse acima do peso, com dicas de alimentação, e estava sempre de olho na técnica de execução dos exercícios. Não deixava passar um erro sem chamar atenção do aluno desatento.
É claro que o pessoal achava ruim esse mau humor logo de manhã, mas a maioria continuava indo às aulas e renovando a matrícula, porque a técnica do Zé funcionava muito bem. As pessoas ficavam em forma e raramente se machucavam. Eu diria que é porque o Zé cuidava dos alunos. Se alguém faltava, ele percebia. Se alguém aparecia lesionado, ele propunha adaptações. Se alguém estava com preguiça, ele dava alternativas, mas jamais abandonava o aluno. E é disso que eu sinto falta nas academias modernas. De um professor que saiba tudo que está acontecendo com seus alunos e cuide deles.
Talvez essa cultura do mestre sabedor de todas as coisas cuidando de seu rebanho ainda sobreviva nas escolas de artes marciais de bairro ou em academias pequenas no interior. Alguns de vocês devem saber melhor do que eu. Aqui na cidade grande e moderna em que eu vivo, nas academias high-tech que já frequentei, o mais comum é receber na entrada a grade de horários com um cardápio repleto de opções de atividades, horários e professores que cuidarão de mim apenas parcialmente. Se eu escolher uma aula que acontece duas vezes por semana, o professor dessa aula não saberá e não se importará com o que eu faço nos outros dias. Se a academia mudar a grade de horários no mês seguinte ou se o professor que montava meu treino for embora, ninguém virá me perguntar o que eu farei dali para frente.
Leitores comentaram na coluna da semana passada que também se sentem mal atendidos na academia por profissionais desinteressados, e que a única maneira de ser bem cuidado seria contratar um personal trainer. Eu acho isso muito triste. Até entendo que a motivação para trabalhar numa academia grande não seja muito forte, já que essa rapaziada começa a fazer estágio por um salário miserável e só começa a ganhar dinheiro quando consegue alunos para aulas particulares. Mas quem escolheu trabalhar como educador físico deveria estar verdadeiramente interessado em mudar alguma coisa na nossa realidade obesa e sedentária, não? Por que não vão atrás de montar turmas fieis de alunos bem cuidados?
No meu ver, os jovens e mal pagos professores de academia estão desperdiçando a oportunidade de arrebanhar seguidores e de fazer seu nome em cima da qualidade e do resultado duradouro para um grupo maior de pessoas. Estão preferindo se proteger sob o nome de marcas fortalecidas em vez de fortalecer o próprio legado. Será que assim conseguem mudar alguma coisa?
“Os infectados pelo vírus (HIV) já se permitem pensar no futuro”. Uma boa notícia: a maioria dos portadores do HIV tem relação estável e esta empregada.
Fiquei muito feliz ao ler essa matéria no Estadão.com.br hoje relatando o resultado de um estudo feito na casa da Aids, do Hospital das clinicas de São Paulo.
"Os resultados mostram que esses pacientes estão inseridos na sociedade do ponto de vista afetivo e econômico, seja porque dissimulam sua condição ou porque estão sendo aceitos", afirma Eliana Gutierrez, diretora da Casa da Aids.
Para ela, isso pode ser explicado pelo fato de os soropositivos, hoje, estarem fisicamente mais aptos para o trabalho e demais atividades do dia a dia. "Com os avanços na terapia antirretroviral, a aids se tornou uma doença crônica. Muitos portadores estão envelhecendo e se tornando pacientes complexos", avalia.
Mas, continua ela, apesar das complicações causadas pelo vírus, pelo uso prolongado de medicamentos e pela idade avançada, a situação é melhor hoje do que há 20 anos. "Os infectados pelo vírus já se permitem pensar no futuro."
A pratica da atividade física, pode ser considerado um dos meios de ajudar a manter um certo nível de qualidade de vida durante o processo de tratamento, que sabemos que traz inúmeros efeitos colaterais. Portanto, infectados ou não, procurem realizar atividade física. A resposta ao tratamento poderá ser significativa.
Vale lembrar de que forma geral, a epidemia do HIV esta crescendo entre aqueles que possuem baixa escolaridade e pouco acesso a informação.
Segue abaixo o link com a matéria na integra.
Abraço a todos. Até breve.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100728/not_imp586940,0.php
Utilizando o extrato de guaraná no combate à fadiga gerada pela quimioterapia durante o tratamento do câncer de mama
Essa matéria foi publicada na Folha.com no dia 22/07 e nos mostra mais uma forma de tratar a fadiga resultante da quimioteria durante o tratamento do câncer de mama.
O guaraná, planta nativa da Amazônia muito usada na medicina popular como estimulante, pode também tratar a fadiga de mulheres com câncer de mama que passam pela quimioterapia. Esse sintoma afeta de 50% a 90% dessas pacientes.
A conclusão é de um estudo inédito feito por pesquisadores do Hospital Albert Einstein e da Faculdade de Medicina do ABC.
O trabalho foi controlado e envolveu 75 pacientes, divididas em dois grupos: um recebeu 50 mg de extrato seco de guaraná (Paullinia cupana) duas vezes ao dia, e o outro, placebo.
As mulheres foram acompanhadas durante 21 dias. Elas responderam a três questionários que avaliaram seu grau de fadiga.
Ao final, 66% das pacientes do primeiro grupo relataram melhora, contra 13% do grupo controle. No início, o grupo que usou guaraná se queixou mais de insônia, mas o sintoma melhorou nas semanas seguintes.
Segundo Auro del Giglio, oncologista do Einstein e professor da Faculdade de Medicina do ABC, hoje não existe uma terapia padrão para tratar a fadiga em pacientes com câncer.
Recentemente, alguns trabalhos avaliaram o uso de metilfenidato (Ritalina) -remédio usado no tratamento do transtorno de deficit de atenção e hiperatividade- nesses casos, mas não houve resultados positivos.
"O guaraná é efetivo, barato e não é tóxico", diz o oncologista, que pretende testar o extrato da planta para sintomas de outros tipos de tratamento de câncer.
O estudo foi baseado em dissertação de mestrado que será defendida em agosto, feita por Maira de Oliveira Campos, aluna de Giglio.
O próximo trabalho avaliará pacientes com câncer renal que estejam recebendo inibidores da tirosino-quinase, medicações que sabidamente causam fadiga.
Apesar dos bons efeitos do guaraná, a planta ainda não está sendo usada de forma rotineira no Einstein porque os pesquisadores planejam realizar mais dois estudos que confirmem os resultados positivos do primeiro.
Abaixo segue o link para a matéria na integra. Abraço a todos e boa leitura.
Um post diferente: alerta sobre hepatite C
Prezados leitore, ao escrever que esse é um post diferente, me refiro ao idéia inicial pela qual esse blog foi feito. Resolvi escrever sobre hepatite C, após conversar com uma amiga minha, médica infectologista do HC, especialista em hepatite C, de forma geral gosto de aprender, sou curioso. Dados mostram que o numero de pessoas portadoras desse vírus só esta aumentando. A hepatite C é adquirida através do contato com sangue contamidado e esse contato pode ocorrer desde uma tranfusão sanguínea, passando pela sala do dentista (se os aparelhos usados não forem devidamente higienizados), pelos cortadores de unha que muitas vezes são utilizados por todos em salões de beleza e chegando na navalha ou lâmina de barbear utlizada pelo cabeleleiro. Achei interessante citar todos esses meios de transmissão, pois muitas vezes passam despercebidos em nosso dia a dia, assim como a Hepatite C pode passar despercebida, pois pode atingir seu ponto máximo após muitos anos partindo da infecção. Não ha como saber em que momento da vida se adquiriu o vírus. Há casos em que o vírus não evolui, continua no sangue, não compromento as funções hepáticas, sendo assim pode-se ficar a vida toda com o vírus sem sofrer danos (claro, que isso depende do estilo de vida do individuo, se costumar ingerir bebidas alcolicas, alimentos gordurosos, etc). O vírus da hepatite C possui como ponto alvo, ou local predileto o figado, ao atingir o fígado causa pequenas inflamações e o numero de inflamações tendem a aumentar ao ponto em que pode-se ter que fazer um transplante ou até em certos casos originar um câncer no fígado. Por ser um vírus que não causa dor, o portador não percebe que possuí, quando ha algum sintoma é quando a função hepática ja se encontra comprometida. Em muitos casos, se descobre o vírus da hepatite C durante uma doação de sangue e logo na sequência os médicos ja orientem para que se procure um especialista, no caso, um infectologista, que irá solicitar uma bateria de exames para constatar em que estágio se encontra a doença para assim dizer se no momento é necessario tratamento ou não. Geralmente o tratamento é necessário somente quando há infecção no fígado, antes disso tudo segue normalmente. Vale lembrar que hepatice C é adquirida exclusivamente pela contato sanguíneo e raramente pelo ato sexual, a não ser que durante o ato sexual ocorra contato com sangue. Ha casos em que, em casais, um é portador e o outro não, convivem normalmente, com uma vida sexual ativa. Diferente da hepatite B, que é exclusivamente sexual. Se vc for doar sangue, procura fazer isso no Hospital das Clínicas – SP, pois se for detectado o vírus, ali mesmo ja irão de encaminhar para o infectologista, que dará início ao procedimento. Eu considero o HC o melhor local, com os melhores profissionais, para se tratar não só da hepatite C, como de outras enfermidades. Espero ter ajudado. Qualquer coisa logo acima esta o meu email. É só entrar em contato. Abraço a todos.
Como um Smartphone auxilia o profissional de educação física.
Atualmente o número de pessoas que possuem um smartphone esta cada vez maior. Eu, particularme faço parte desse grupo que não se desgruda desses aparelhos cheios de funções. Eu possuo um Sony Ericsson X10, com sistema Android e com esse aparelho realizo a maioria das minhas tarefas diárias, controlo meus compromissos, uso para montar os treinos dos meus alunos dos quais sou personal, controlo a pausa dos alunos durante o treinamentos. Enfim, carrego uma infinidade de dados úteis para a minha amada profissão. O sistema Android possui uma loja de aplicativos, sabendo disso fui em busca de aplicativos que poderiam ser úteis para o meu dia a dia de professor de educação física. Ha um aplicativo chamado Endomondo, que é muito útil para quem pratica corrida. Monto os treinos dos meus alunos com um aplicativo chamado documents to go. E agora irei postar no blog diretamente do celular com um aplicativo desenvolvido diretamente pelo WordPress. Enfim, a tecnologia avança e nós, profissionais da saúde vamos procurando acompanhar toda essa evolução para sempre poder oferecer um serviço de qualidade e ao mesmo tempo inovador para os nossos clientes. Abraço a todos.